quinta-feira, 6 de setembro de 2018

O Pré-Conceito Sobre Estado Menor e Privatizações


Vejo muitas pessoas, principalmente agora em época de eleição falarem mal de estado menor e privatizações. Acredito que a ideia estadista/socialista com discurso mais próximo do povo; porém quase nada fazendo por ele; e do outro lado rivais desses políticos com discursos mais liberais, faça as pessoas terem a ideia de que liberalismo é distante da ajuda ao povo, quando é o total contrário, e você que chegou até aqui vai entender agora o porque.

A ideia liberal é basicamente um estado pequeno, com poucos servidores públicos (políticos e seus assessores, no resumo da ópera), com salários menores e cuidando do essencial que seria Educação, Saúde e Segurança Pública, para sobrar mais dinheiro para as coisas essenciais.


Quanto mais se quer, menos se faz, esse é o retrato do nosso país. É matematicamente impossível cuidar do essencial mencionado acima, e ainda cuidar de dezenas de estatais nas mais diversas áreas, que dão mais prejuízo do que lucro, petróleo, entrega de correspondências, parques, estradas, museus, prédios públicos, e assim vai. E cada vez mais o estado quer cuidar de mais coisas, estatizar ou dar assistencialismo integral sem evolução e retorno algum por parte do ajudado.


Isso tudo faz com que os impostos sejam altíssimos, complicando a vida do empresariado que é quem emprega a maior parte do país, que acaba demitindo pra sobreviver, e as vezes até fechando as portas, o que faz com que as pessoas não tenham emprego e não consumam.

Mas você vai me perguntar, mas e a corrupção? Sim, ela é causa de bénéfices grandes no setor público, por isso o enxugamento da máquina é importante também por conta disso. Nesse caminho há várias reformas pra botar ordem na casa, e dar mais responsabilidade para o servidor que por ventura cometer um crime, como acontece nos países desenvolvidos.

E falando em países desenvolvidos, porque sempre nos espelhamos neles, mas nunca chegamos até eles? Justamente por termos medo de abandonarmos nossa cultura assistencialista.

Sempre digo que transferimos a fé religiosa ao longo do tempo pro estado, transformando estado em deus e partidos políticos em seitas religiosas, e dessas entidades desejam sempre ajudas.

Nós temos que parar de transferir nossos problemas para alguém, e sim resolvê-los. É um processo de evolução, e enxergar isso nunca foi tão latente como agora, pois vemos da forma mais forte possível como o estado é ineficiente em tudo o que cuida.

Gosto de comparar o estadismo e o liberalismo com um filho mimado e um filho independente. O filho mimado, é cuidado pelos país com mais atenção, por acharem que ele não conseguirá fazer as coisas sozinho, mas nem ao menos deixaram-no tentar. Quando o mesmo se torna adulto, tem dificuldades de caminhar sozinho, por não ter se acostumado a andar, cair e levantar sozinho. O filho independente foi deixado chorar um pouco mais antes de ser abraçado, foi deixado perdido para achar sozinho o melhor caminho, foi deixado desde cedo sair a rua e ser independente.

Por mais que sejam importantes as pautas assistencialistas, crescer é preciso, e esse é um processo que desde a crise de 2015 estamos começando a passar.

Privatizações

E as privatizações, aonde entram? Pois bem, o tema principal para por o liberalismo em prática, já que é daí que sairá o maior gasto do governo, trazendo impostos mais baixos e melhor eficiência nos serviços públicos.

A privatização que é um tabú para os brasileiros, não passa de um profissional conhecedor daquela área de cuidar melhor daquilo do que o estado, tendo um lucro particular para arrecadação para poder manter o que cuida.

A privatização não é "tomar o que é nosso", porque nada adianta termos um parque e uma estrada abandonados a esmo, e ninguém poder usar.

Eu sempre gosto do exemplo de uma casa velha em ruínas e as pessoas dizendo que ninguém pode vendê-la ou arrumá-la pra usar, porque é propriedade dessas pessoas. O que adianta não permitir ajuda e também não usar o que tem? Se deixarem alguém cuidar, arrumar, alugar os quartos da frente, talvez você e os seus consigam morar nos outros quartos, e conseguirem de fato usarem o que têm e terem orgulho daquilo.

A privatização nada mais é que um contrato público privado de cuidado com tal área, com compromissos básicos, e como contra partida, direito de arrecadação com o mesmo.

Venda de Estatais

Algo maior que as privatizações são as vendas das estatais que mencionei lá em cima, que causam muito prejuízo. Temos dezenas delas, que se vendidas, podem dar mais lucro, e realizarem melhores serviços, retornando ao cidadão.

Certas estatais, como Correios e Petrobras por exemplo, não permitem concorrência, o que faz você ficar sem saída quando quer receber sua correspondência ou sua gasolina por outra empresa. Concorrência é opção de procura, é imposição da exigência do consumidor para o melhor serviço. A concorrência é a lei não regulamentada que mais da possibilidade de produtos e serviços melhores para o consumidor.

É claro que não basta vender, e criar agencias reguladoras que enforcam as empresas, ou protegem elas e esquecem o consumidor. Quem deve gerir os serviços são as leis e os acordos com o consumidor, caso contrário os consumidores entram na justiça e trocam de empresa. Agências reguladoras muitas vezes proíbem que outras empresas entrem na concorrência, ou seja, por todos os lados o que elas sempre farão é tirar a liberdade tanto do empresário, do setor, quanto do consumidor.

Meio liberalismo não pode existir, ou é, ou não é. Interferência do estado só gera falta de liberdade por um lado, e autos impostos por outro.

E pra finalizar, um estado menos intervencionista, dá mais liberdade pro empreendedor, pro empresário, consecutivamente mais empregos e impostos mais baixos, mais crescimento, e mais evolução pra nação.

Educação

Os mais pobres devem ser ajudados, principalmente com ensino fundamental e médio mais fortes e acessíveis, para conseguirem ir pra faculdade sem cotas. Os que podem pagar as faculdades públicas, estariam retornando aos que não podem pagar, em vez do estado bancar tudo.

A evolução de uma oportunidade do pobre chegar a se formar, sem agencias reguladoras pra cotas por um lado, e o financiamento de quem pode pagar ajudando o mesmo a se formar por outro, trás uma liberdade maior pro estado e autonomia maior pra todos os cidadãos. O mesmo acredito que deva ser implantado na saúde.

Como da mesma forma os que estão na miséria serem ajudados com dinheiro por um lado, e por outro terem a oportunidade de terem um emprego e saírem do assistencialismo.

Futuro

Até chegarmos um dia em que as pessoas sairão da miséria e da pobreza, e todos poderão pagar por serviços de educação e saúde, deixando o estado ainda menor, e os serviços cada vez melhores. Claro que essa trajetória leva muitos anos se começar hoje e seguir um caminho linear, sem breques.

Espero ter ajudado você a entender o que é ser liberal de forma direta e prática.

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